quarta-feira, 10 de julho de 2013

5 razões para abraçar a eleição incondicional - John Piper


Eu uso o termo “abraçar” porque a eleição incondicional não é somente verdadeira, mas também preciosa. É claro que ela não seria preciosa se não fosse verdadeira, logo esta é a grande razão pela qual a abraçamos.
Comecemos com uma definição:

Eleição incondicional é a livre escolha de Deus, antes da criação e não baseada em presciência, dos traidores a quem seriam concedidos a fé e o arrependimento, perdoando-os e adotando-os em sua eterna e jubilosa família.

1. Nos abraçamos a eleição incondicional porque ela é verdadeira.

Todas as minhas objeções à eleição incondicional ruíram quando eu não pude mais explicar Romanos 9. O capítulo começa com a prontidão de Paulo em ser amaldiçoado e lançado fora de Cristo em prol de seus incrédulos parentes judeus (verso 3). Isso implica que alguns judeus estão perecendo e traz à tona a questão da promessa de Deus aos judeus. Ela falhou? Paulo responde: “Não pensemos que a palavra de Deus falhou” (verso 6). Por que não? Porque “nem todos os que descendem de Israel pertencem a Israel” (verso 6). Em outras palavras: o propósito de Deus não foi de absolver individualmente a todas as pessoas de Israel, foi, na verdade, um propósito de eleição.

Então, para ilustrar a ideia da eleição incondicional de Deus, Paulo usa a analogia de Jacó e Esaú: “Todavia eles ainda não tinham nascido e não tinham feito nada bom ou mal – para que o propósito de Deus quanto à eleição permanecesse, não por causa de obras mas por aquele que chama – [quando] foi dito a ela [Rebeca]: 'O mais velho servirá ao mais novo'” (versos 11-12).

Em outras palavras, o propósito original de Deus em escolher para si indivíduos de Israel – e de todas as nações! (Apocalipse 5:9) – não foi baseado em nenhuma circunstância que eles poderiam vivenciar. Foi uma eleição incondicional. Ele diz: “Eu terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e eu terei compaixão de quem eu tiver compaixão” (verso 15; veja versos 16-18; Romanos 11:5-7).

Jesus confirma esse ensinamento: “Todos os que o pai me der virão a mim, e aqueles que vierem a mim, de modo algum lançarei forma” (João 6:37). Ir a Jesus não é uma condição para qualificarmos a eleição, mas o resultado da eleição. O Pai escolheu suas ovelhas. Elas são suas. E ele as deu a seu Filho. Por isso elas vêm a ele. “Ninguém pode vir a mim a menos que isto lhe seja dado pelo Pai” (João 6:65). “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi” (João 15:16, veja João 17:2, 6, 9; Gálatas 1:15).

Por que, no livro de Atos, alguns creram e outros não? A resposta de Lucas é eleição: “todos quanto foram designados para a vida eterna creram” (Atos 13:48). Essa “designação” - essa eleição – não foi baseada em fé antevista; ela foi a causa da fé.

Em Efésios 1 Paulo diz: “[Deus] nos escolheu em [Cristo] antes da fundação do mundo... nele nós obtivemos uma herança, sendo predestinados de acordo com o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade” (Efésios 1:4, 11). O “conselho da vontade de Deus” é eternamente decisivo nesta atração.

O que você diria a Deus no julgamento se ele lhe perguntasse: “Por que você creu no meu Filho enquanto outros não creram”? Você não diria: “Porque eu fui mais inteligente”. Não, certamente você diria: “Por causa da tua graça. Se não tivesses me escolhido, eu teria sido deixado espiritualmente morto, indiferente, culpado”.

2. Nós abraçamos a eleição incondicional porque Deus a designou para nos fazer corajosos na proclamação de sua graça neste mundo hostil.

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?... Quem trará alguma condenação contra os eleitos de Deus?” (Romanos 8:31,33).

3. Nós abraçamos a eleição incondicional porque Deus a designou para nos fazer humildes.

“Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para envergonhar os sábios... então nenhum humano poderá vangloriar-se diante de Deus... Deixe aqueles que se gloriam, gloriarem-se no Senhor” (1 Coríntios 1:27, 29, 31).

4. Nós abraçamos a eleição incondicional porque Deus fez dela um ímpeto moral para compaixão, gentileza e perdão.

“Revestí-vos, como eleitos de Deus, santos e amados, de corações compassivos, de gentileza... perdoando uns aos outros” (Colossenses 3:12-13). Ninguém que tenha visto ou saboreado sua eleição verdadeiramente, não é levado a ser gentil, paciente e perdoador.

5. Nós abraçamos a eleição incondicional porque este é um poderoso incentivo em nosso evangelismo, a ajudar os incrédulos  que são grandes pecadores, a não desanimar.

Suponha que ao oferecer Cristo livremente aos incrédulos, um lhe diga: “Meu pecado é tão terrível que Deus não poderia nunca escolher me salvar”. A mais animadora coisa que você pode dizer é: "Você faz ideia de que Deus escolheu antes da fundação do mundo aqueles que seriam salvos? E ele não fez isso baseado em nada que do há em você. Antes de você nascer ou fazer algo bom ou ruim, Deus escolheu se você seria salvo ou não. Portanto, não se atreva a chegar ante a face de Deus e dizer-lhe quais qualificações você possui para ser escolhido. Não há nenhuma qualificação para ser escolhido". “O então eu poderia fazer?”, ele pergunta. “Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo” (Atos 16:31). Isso é como você começa a “confirmar seu chamado e eleição” (2 Pedro 1:10). Se você abraçar ao salvador, você confirmará sua eleição, e você será salvo.

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Link para o original em inglês: 
http://www.desiringgod.org/blog/posts/five-reasons-to-embrace-unconditional-election

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