segunda-feira, 15 de abril de 2013

Permissões do blog e discussão sobre direitos autorais

Se você é observador, percebeu que no canto inferior direito do blog pode-se ler a seguinte mensagem:

Todo o material autoral deste blog está disponível para reprodução e distribuição em qualquer formato, desde que se informe o autor e o endereço do original, não altere seu conteúdo e não o utilize para fins comerciais.
Licença Creative Commons

Isso significa que todo o material escrito por mim, está disponível para compartilhamento em qualquer formato, desde se informe o autor e o endereço do original, não altere seu conteúdo e não o utilize para fins comerciais.


Aproveito o ensejo para inserir uma discussão.

Haja vista que, como outrora disse Lavoisier, "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", pergunto-me sobre a legitimidade do que se chamam direitos autorais, ou melhor:  sobre a extensão destes.

Como sociedade, fomos ensinados que valorização e reconhecimento são sinônimos de ganho financeiro. Fruto de tal educação, está uma mentalidade encarceradora: explorar financeiramente uma obra é direito de seu autor.

Dar-se-ia o caso de semelhante discussão, não fosse a obviedade expressa pela frase de Lavoisier: não há conhecimento produzido que não tenha sido fruto da apropriação do conhecimento de outros. Há, portanto, coautoria na produção de todo e qualquer conhecimento produzido. Coautoria tal que não se pode mensurar, haja vista que a mais simples inspiração da natureza ou a contemplação de algum fenômeno são, por si só, métodos de apropriação de conhecimento que fatalmente interferirão na construção de um conhecimento posterior, seja esta ou não a intenção do autor. A discussão apropriada então é: quem é o autor?

Havendo extensa coautoria e apropriação de conhecimentos de diversas fontes e diversas raízes, que justiça há em atribuir a um indivíduo a existência de um conhecimento? Justo é que se lhe atribua reconhecimento por seu esforço. Mas há problemas quando este conhecimento, que de fato pertence ao universo (ou as pessoas que o compõe, se o leitor preferir), torna-se ganho em dinheiro. Cobram-nos pra nos dar o que é de graça!

Convido-o a refletir a cerca do assunto. Especialmente àqueles que são "autores" de livros, artigos ou produtores de qualquer tipo de conhecimento ou bem cultural, a refletir sinceramente se não há sequer um traço em seu trabalho que só exista devido a existência de outros trabalhos e de outros estudos. Quantos destes não foram obtidos de graça? Quantos não foram obtidos por preço que não paga a  rentabilidade de seu fruto?

Compartilhemos o mundo! Abaixo ao capital! Abaixo à venda do conhecimento e da cultura!

Um comentário:

  1. Creio, amado Daniel, que principalmente os servos de Deus não deveriam comercializar tanto seus conhecimentos. Creio que todos deveriam entender que somos apenas instrumentos.

    Deus o abençoe!

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