quinta-feira, 18 de abril de 2013

Calvinismo? Por quê?


Alguns de nossos irmãos arminianos, ao conhecerem nossa crença teológica, nos julgam por arrogantes ou orgulhosos. "Mas é claro que você deveria ser um eleito, não é?", dizem eles. Mal sabem que justamente conhecendo o quão vil somos, é que podemos afirmar: não há nada em nós para que tenhamos sido salvos!

É a análise particular que leva à compreensão de nossas doutrinas básicas. Não é olhando para fora que se assegura da veracidade desta teologia, mas olhando para dentro!

Olho para mim e não posso ver nada se não maldade e vaidade. Tenho, é verdade, plena convicção de minha salvação, Cristo é quem ma dá (João 10:27-29), e esta plena convicção me move o íntimo e me faz perguntar sem resposta: por quê?

Óh! Bem sabemos como vivíamos antes de chamados por Cristo. Não há melhor definição para este estado senão escravidão. Éramos escravos do pecado e incapazes (e indesejosos) de nos livrarmos de suas garras.

Estou certo de que não se não houvesse incondicional eleição, eu ainda estaria preso às algemas do pecado. Mesmo que as cadeias fossem quebradas, não havia em mim predisposição alguma ao bem, nem sequer vontade de fazê-lo. Cristo quebrou as algemas e me tomou pelos braços! Arrancou-me do pecado! Cristo não bateu à porta do meu coração e esperou até que eu lhe respondesse, mas entrou sem esperar convite!

É também a consciência de minha pequeneza que me faz afirmar: acaso quem sou para tornar eficaz ou não a morte vicária do filho de Deus? Estou bem certo de que o sacrifício do divino e perfeito Cristo é, por si só, capaz e suficiente para a salvação do homem. Eu seria pretensioso se afirmasse: O Filho Amado condicionou a eficácia de sua morte a mim; O Pai condicionou seu maravilhoso plano de salvação a mim; O Espírito Santo condicionou seu precioso  convencimento a mim. Não! O sangue do Cordeiro Pascal é sim, por seu poder, eficaz e suficiente para a salvação de todo aquele por quem foi derramado!

Acaso haveria em mim poder tão absoluto para que resistisse ao Deus todo poderoso? Havendo Cristo derramado a mim tão preciosa graça, poderia eu, criatura, resisti-lo? De certo que não. Não posso se não afirmar que sou eternamente atraído a Cristo e atraído sem poder resisti-lo.

Por fim, quão miserável seria se a minha preciosa salvação estivesse condicionada a quem sou? Quão miserável seria se a cada dia, a cada erro, a cada tropeço, minha grande esperança fosse lançada fora? Posso, entretanto, descansar seguro nos braços de Cristo, alvo do amor incondicional do Criador e consolado pelo Santo Espírito.

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